5.12.10

Mais ou menos tuiteiras

Altinha como estava, já já pisaria em ovos e não tardaria muito para ver-se frita.
Conheço um sujeito. É pouco. Também é mentira.
Passou o rodo. Criou um rolo. O chão, de um susto, molhou-se rubro.
Não é corrupto; o dízimo é caro.
Nenhum filme revela o que o cego desvê.

Só há uma maneira de passar a perna no ladrão: em visita íntima.
Se fosse pássaro, invejaria o voo terrestre dos homens.
Dou um pernilongo para não entrar na briga, mas não confio muito no método.
Abortaram as ideias na última campanha presidencial. Na frente das crianças.
Caco cafônico: Vivi viu a vida vil, todavia olvidou o que ouviu.
Mafiosa: vender a mãe ao irmão.
Música é um troço danado para nos manter presos ao passado.
Poesia é um troço danado para nos fazer perder a noção do tempo.
Alguns deixarão de ler um livro eletrônico por medo de choque.
Foi linda. Não é mais. O álbum com fotos antigas passou a fazer sala às visitas.
Foi forte. Não é mais. Bêbado, se acha.
O galo. O gato. O cachorro. O pombo. O rato. Domésticos.
A mulher. Os filhos. A faxineira. A síndica. Selvagens.
À deriva, vou feito barco. Sem mar ou rio.
Entrou num ambiente estranho. Abordou uma estranha. Estranhou a si mesmo.
Com quantos paus se faz uma garoa?
Vão-se os anéis, ficam os medos.
A situação da situação é não sair da situação numa situação dessas.
Quem morre do susto não sabe como é bom viver sem soluçar.
Nasceu. Cresceu. Procriou. Envelheceu. Ao fazer o balanço de tudo, concluiu: comeu poucas... empadas.
Não sei bem ao certo, mas o certo – bem, sei não – parece que não se sabe ao certo o que seja. 
Número de caracteres não é documento.

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